A morte é impermeável como os meus sonhos. Silêncio é loucura. Sobe no corpo e me deixa sem segredos. Abusar da dor, fazê-la refém da vida que não sinto. O frio da coerência aquece a alma. Faz-me sentir um nunca amor na minha solidão. Fico triste na solidão, sinto-me viva. É uma tristeza feliz, onde não me derramo. Minha pele sente apenas morrer: é meu aparato, meu refúgio, onde sinto a vida na sua falta. E, assim, tenho pele.
