Na visão do mundo sou anteparo de mim, do meu amor. Anteparo de mim, do meu amor. Anteparo anula a vida, na ambição de viver. A escrita e a poesia são diferentes e têm o mesmo amor, o mesmo eu. A pele visceral destrói o ser. Pele de morte, de vida, de ausência, no fundo. A pele me esconde. Não me deixa demonstrar minha dor, meu eu, entrevada na pele num sorrir tão profundo por ser inerte, que me dá o privilégio de sorrir por nada.
