A palavra é o sentir que falta na alma. A palavra condena a morte: é o cansaço da morte. A insatisfação é não saber o que fazer com a pele. Sinta. E sendo o amor, é falta de presença, é pele. A pele é a única presença no ser. A pele é todo meu ser. O sentimento de pele é toda a eternidade. Eu preciso apenas ter pele para ser feliz. Não me sinto com pele. A pele é a existência para não querer morrer. E se a morte tem mais pele que eu? Nada é fundo, apenas a pele é funda, como o mar. O mar é nada para a pele. O infinito da pele acaba. Por isso, é mais profundo. Minha pele é onde deixa sua dor no nunca mais de mim. Se a dor ficar, não é por Deus, é por mim, que ressignifica a dor de Deus, pelo meu amor. O sonho é uma pele que completa minha pele seja onde eu estiver. Escrevo com a pele. Vou além das mãos. Mãos, superficialidade. As melhores coisas vêm da pele. A pele é o interior e o exterior de mim, da vida. Não luto. A pele se rende, aceita tudo com amor. Um amor divino e humano, perto de Deus.
