Entre a alma do corpo, perdi minha alma para a alma do corpo. O inabalável é vulnerável na alma. O desaparecer disfarça o real. O real ama como eu. Iluminar o iluminar. Viver é o outro em mim. O não entrar em mim é o amor pelos outros. Me reconheço na pele da ausência, rasga-me de frente para Deus e percebo que nada podia ser diferente, nem eu mesma. Pele é o tempo que tenho. Gritante essa consciência que surgiu da minha alma. De corpo e alma, as mãos me levam até mim. Eu respiro como quem segura as mãos de Deus.
