A insuficiência do corpo são as lágrimas sem céu. Somar tristezas, evitar o desprezo da dor, me amar. Sentir ou não sentir é o mesmo respirar. Sou eu no que sou. Eu preciso da força de ser. Ser eu para minha ausência é superar a dor. Corroer o corroer de mim. Nada é definitivo em ausências intermináveis. Tudo se foi no interminável. Sou a sombra do que se foi. Sou, hoje, a criança e a adulta que não era antes. Eu vivi me contendo para ser de ser. Agora sou eu. A tristeza deixo na poesia, nesta falta de mim, me faz feliz. Está falta me permite sonhar. Sonho pela paz de Deus. São as cinzas que revelam o ser. Incomum vida, acredito em ti se for eterna. Seria bom que minhas cinzas tivessem o mesmo fim que eu.
