Ninguém percebe se eu estou em mim, nem eu mesma. Rumores são falta de quem é só solidão. Sou eu no meu corpo, que é apenas pele pelo menos por enquanto. Enquanto não surge a verdadeira pele: a de Deus. Chuva sem Deus é mar sem sol, vida passageira como se eu sondasse a vida no seu nada. O nada é meu crescimento pessoal. O sentir se sente vendo. O tédio é conviver no infinito. O infinito tem o fim de Deus. Meu fim é a distância de Deus. Se houvesse uma vida, seria Deus. O enquanto é o sol longe da lua. Eu seria eu se houvesse amanhã. Vibra a distância. Distância que era a vida a se comunicar numa chuva de agora. Nada são os dedos a se comunicar numa chuva de agora. Nada são os dedos tocados por Deus. Mas abrem-se como se a coragem fosse uma esperança em Deus. Deus age mesmo sem coragem. Deus é o inacabado perfeito. O céu contra o céu complica estrelas devotas do céu. Estrelas não sobem em flores de abismo, estrela fonte de solidão. Areia sem deserto é um vazio. Expulsar a alma é a energia, vida engendrada como pele, decepção da morte. Minha pele, realidade de um sonho no despertar do sonho de Deus. Amoleço minha liberdade num amor não real, nem sonho: apenas é. Assim me renovo no altar da solidão que vai para todo canto, não volta. Não percebi.
