Vivo pela morte. Vivo como se meu interior estivesse vivo em mim. Sou eternamente tua morte onde nada me abandona, nem a minha voz. Minha presença é a morte. A presença é apenas o vento no rosto? Se pode ver o amor expulsando as sensações do corpo, emergir o nada em efeitos colaterais. Não sinto os efeitos do nada, sinto o nada: puro, capaz. Nada desaparece, deixa de ser, pois tudo é amor. Até o nada ama. É impossível o tudo. O isolar é o infinito amor que devolve a falta de respirar a dor. A vida é boa no nada existir. Vivo em mim no outro de ser eu. A incompletude é amor nas profundezas. O outro me faz lembrar de mim, tudo por amor, brisa de sol, adoração do ver. Ver não precisa de céu, estrelas. Precisa da paisagem, do frescor da paisagem. Morrerei sem paisagens. Vidas inteiras perdidas para eu poder conseguir viver. Não desperdicei vidas, tive mais vidas.
