Blog da Liz de Sá Cavalcante

Rasuras

Uma pele na minha pele: a dor, a vida, rasuras de Deus, alma do fim. Impregnar o sol do céu na pele é ter pele. É a pele ser Deus. Não é um Deus anônimo. É um Deus que demonstra quem é, se ama, convive. Não há uma noção do que não sei, mas quando tudo se ilumina é porque sei algo a mais do que eu: a ausência, que é o que prevalece no amor. E avida, neutra, sem mudanças. Eu sou a mudança da vida, banal e feliz. A alegria pode ser banal. Andar é ter um corpo. É mais que estar vive. É se colocar no mundo, na solidão de alguém. Por isso, me vejo e insisto em sorrir. Sou dona de mim. Mesmo sem nada, tenho esperança.