A vida é rumo ao ser. Estrelas vazias são simples nadas. Não há espírito que dissolva a alma. Nada que suporte uma poesia de amor devolvo-me em alma. Sinto-me eu, internada na minha pele. Deixar-me no que sou sem me responder por que sofro. É inacreditável minha pele sofrer como eu, mas ela sofre. Apenas eu sei de mim, deformada de amor. Aproximar o nada do nada é a voz do infinito. Recupero o mar com meu corpo, com minha pele. Pele que traz luz ao sol do céu. Se me perguntar o que é minha pele, não sei responder, assim como não sei se o mar tem fim.
