Eu, sentida como o movimento da vida: a poesia. Mais poesia menos vida. O corpo é uma capa, onde não me vejo. O olhar escapa, é a própria poesia num estado temporário além de mim. Escrevo para não ser. Ser e poesia são incompatíveis na alma. Eu não posso me dar à poesia: ela sou eu. O ser não pode perder a si. Essa é minha dor, minha maneira de não ser eu. Posso esquecer de mim na minha essência.
