Os olhos desaguam na alma como um contraste entre o ser e o nada. A música sente, não canta. É a mesma vez, a mesma partida repartida no amor e o meu respirar não me salva, não me estimula, torna-me vazia para viver o que a vida não é para mim. Tantos sonhos se tornam entulhos. Mágoas são saudades inesquecíveis da invisibilidade do meu amor, do que ainda necessito chorar por amor e não posso. Sempre sinto saudade, mesmo perto. Perto não existe em estar só. Estou no absoluto da solidão. Reparo como é triste ser eu, esquecer de mim para sobreviver à indiferença da vida. Às vezes, estar só é apenas não morrer e o imenso vazio se desfaz em morte e a minha solidão é a sombra que encobria a morte. Agora que morri, me libertei.
