Perder o nada é perder a vida. A morte é ganhar, mas sentir. Sentir distrai a alma no viver. Não posso modificar a vida, não posso me modificar. Prefiro deixar intacto o que sofri. Não aguento pegar. Vivo pelo que ainda não vivi. É me preparar para a ausência, como sendo o que jamais viver. Ausência não se cala na presença. A ausência é o não falar e fazer da voz a presença do esquecer. Vir até mim como um esquecer do sol na esperança do que sou. Lutei para ser admirada. Eu nasci como lua de sol. Tenho muito a amar. Perdi o amor, o que não para, não vive, e eu a soprar estrelas. Trago a morte no corpo. Através do som da escuridão consigo te escutar.
