Blog da Liz de Sá Cavalcante

Tantas vidas

Tenho tantas vidas para não viver. O corpo se incorpora e domina o ar. Uma vida sem ar, pura, perfeita no fôlego que me aprisiona em respirar, mas viver atinge a alma, um bloqueio. Corpo sai de mim, não volta. Morri pelo amor que tive, pela emoção de um abraço, de ser amada. Me conduz à morte. Vou, mas estou aqui em vocês. Todas as minhas vidas me deixam, pois me amam. Morri de solidão, não me culpem. Fui apenas um aprendizado e ensinei o que sei: amar. Sou aprendiz do amor, tenho muito amor para dar. Minhas vidas estão acabando. Não tem importância se vivi todas as vidas poeticamente e sempre fui feliz. Lembro da minha vida com alegria. Cada vez que amanhece, tenho a sensação de estar viva: me queima por dentro de mim.