Meus silêncios se dão, parece que me abandonam. Entregam-se para nunca morrer. Vivem do que sinto. E, se eu nada sentir, o silêncio sente por mim. Para me abandonar no meu sorrir, abandona para o amor e parece ser uma ofensa, mágoa, mas é apenas o meu respirar no silêncio da saudade, onde amar, às vezes, parece uma impressão de ter sido, de ter vivido, mas existo dentro ou fora do silêncio. Desde que ele me traga a saudade de viver pelo brilho dos meus olhos mesmo sendo tarde.
