Blog da Liz de Sá Cavalcante

Espumas ao vento

Palavra por palavra. O desaparecer como espumas ao vento. O inefável de palavras deixa-me sem palavras. Há palavras de vida e de morte; de ausência, de pausas na vida, em mim. Há palavras tão especiais que partem. Ficam intensas sempre na pele, em mim. Não precisa ser poesia, basta ser alma, e reconheço meu respirar neste instante que não faltou na minha paz. Uma paz de vida, de morte, de pele, de respirar. Escuto a distância de mim no outro. Vivo. Vida é o que sinto no refletir. Afasta o nada corpóreo de mim. Eu amo até o nada, até o fim. Pareço ficar na palavra, mas minha melhor e única palavra que fica é viver.