No silêncio, não existe vida, existe mundo interior, existe o exterior: a vida que não tem mundo interior. A lembrança não é exterior, nem interior. É um não saber involuntário, onde se firma o amor. O inexorável da morte é amor. Parar o amor no amor é recuperar a vida, a dor. Parece que apenas eu sinto saudade. Saudade de correr para mim sem nenhum abraço, sem ninguém. Ser feliz por estar viva e o mundo interior. Aprecio como minha morte, como gratidão de uma estrela onde a falta de cada um se faz presença. Minha solidão. Ninguém me tira: minha única presença nesse adeus do amor.
