Duração é morte. A alma não é mais da alma, é a dor da morte. Muita saudade de mim: precisa ser sentida. Amar não é suficiente para amar. Apenas em poesias amo. O falso tremor é a morte. O amor falso morre, querendo ser morte. Entravar meu corpo e alma num amor sem fim revigora-me. Sou a falta do fim. Não importa o que vivi. Amei, estou viva pela vida. Comigo, as faltas descansam. Ter por alma o céu. Nunca houve presença sem mortes. Não esqueço o não. Esqueço o não falar. Sinto a voz sair. Sinto o incômodo do corpo como vida. A cegueira da morte é luz ao desamparo. O desamparo precisa da morte. Confio na morte que sonho e não sei. Me procura ou me encontra. Cada forma de olhar é um acontecer, nem contém o próprio olhar.
