Meus olhos não voltam secos de alma, rasuras. Viver não traz os meus olhos de volta, mas me fez amar sem olhos no clarão da alma. Eu tenho sonhos de alma, dão vida a mim. Grávida do andar do vazio que eu sou. A ilusão são meus olhos. O ser é ser no desnecessário. Sonhos tornam o ser útil, barreiras do dia se entregando à vida. Nunca sei se estou sonhando ou acordada: tudo é amor. Meu corpo são rasuras de mim. Meu corpo é infinito, mas o desenho na mente. A morte são poros que não são pele nem alma, nem ser: é a ausência que morre como um saber da pele que ignora a minha ausência no que foi feito de ti.
