Palidez na voz, em sonhos não sonhados. É como se eu sonhasse. Surdez é amor na resistência da dor. Não resisto a respirar morte. É a rosa de todas as rosas. O ser de todo ser. Nunca mais para o nunca mais. É minha essa distância da vida. Morrer afasta o céu do céu, de mim, pelo meu amor. Amor com amor é ficar bem em morrer, piorar não pode. O olhar, despontamento do tempo. Eu sou, em minha alegria, o nada saber. A rosa nasce ficando-se no nada da liberdade. Me organizo nas flores, na distância do dia e na alma da morte, sorte de Deus. Flores se encontram em ver o nada partir no respirar de Deus. Como se eu pudesse me vestir de respirar. O corpo real e o corpo imaginário unem Deus em Deus. Deus para o próprio Deus. Luz de escuridão tenta respirar a imagem. A imagem deixa de ser imagem em Deus. Me resolvi na alma. A alma não tem fundo, é rasa. Deixar de ser alma para chegar ao fundo no vazio de mim entre o vazio e minha origem. Prefiro morrer.
