A liturgia do amor é morrer com Deus acima do amor, da divindade e tudo ser humanidade. Cedi tanto à morte que não morri. Se opor ao dia é entardecer o anoitecer. Amo, e isso me orienta no morrer. O que tu amas, vida, amo também. Onde eu estiver, sempre estarei contigo, vida. Tenho sempre forças para seguir seus passos, vida, além da vida. Não é morrer, é ser feliz. Deus é um partir que não se larga, partindo. Partir é ficar, partir é ver o ventre. Não se separa do corpo, da consciência de ser só como nascer. A consciência não separa o corpo do nada, são inseparáveis até mesmo nos sonhos, nas entregas em despertar inerte. Conseguiu me despertar.
