Oscilações, eternidade de prazer que eu ame mais que a poesia e oscilações da morte são minha consciência. Maneira de pensar na vida, tenho que proteger a alma do vento. A alma de vento não nego o ser. Ser me rende a alma em paredes de céu e eu perdida no ar, no perseguido sem conseguir me afastar de Deus: isto é fé, oração. Nem por mim existi. Nascer e existir se confundem. Este é o retorno de Deus. Nascer e existir são minhas ausências. Me deixa assim, perdida, solta em minhas ausências até despertar para a tua irrealidade. Morte e não saber como fui parar na ausência. Nada importa. Quero apenas que o vazio não tenha fim, mas desperte a quem necessite amar como eu. Talvez seja apenas paz de não entender a vida, ou eu ficando com Deus, mas, se for a morte, leve-me, não me diga aonde vou, apenas que morri.
