Blog da Liz de Sá Cavalcante

Poesia na poesia

Incapaz de manter a poesia dentro de mim. Ela suspira tão distante por mim. Eu a escuto. Escuto tanto como se a poesia conversasse comigo infinitamente só, como eu. Eu sou a capacidade da poesia de me trazer, partindo. Isso é o nada ficar, é o concreto. O concreto é o nada em sua melhor performance, em sua melhor vida, consistência de alma. A alma é a falta de dormência da morte, é o alvorecer da alma. Não se diz adeus para o adeus, nem se diz adeus sem adeus. Me lembro do corpo na pele. É uma pena, o que vivo na pele, vivencio na pele o que é da pele ou será da vida? Para a pele, o viver é um sintoma que entra na pele e não sai: a vida.