Blog da Liz de Sá Cavalcante

Impotência

Eu me sinto impotente, vulnerável sem a morte. Se eu perder a morte, morro. Morte é poesia, é sonho. A transmissão de pensar no mesmo pensar do outro é amor, amor de flores. Tudo que toco é amor. O fazer viver não é a essência do amor. Amor é ser no outro. A alma é o máximo de ser. Nada tem a leveza das rochas. Quero revelar minha ausência. Não consigo. Sua fidelidade é amor por mim. Sem seu abandono, ainda estaria morta no teu sangue, vida. As flores não se deixam sofrer, nem perdem seu encanto. O encanto é nascer, morrer ao mesmo tempo, pela luz de Deus. Sinto Deus sem precisar de sua luz. Vejo-o em minhas atitudes e amo como me olha. O que falta em mim é a irrealização de ser. A paciência de pensar no impossível é como se cada ser fosse único dentro de si. A fala da alma é a determinação da ausência. A ausência é pesada como uma borboleta. Nuca voei tanto em mim, como na hora de morrer.