A impenetrabilidade é o ser nem ao chorar. Sou um ser. Chorar não traz o tempo de volta. Nada acontece na minha vida, apenas tristeza. Minha voz não sai de tristeza. O coração parou de tristeza. Escrevi morta, sem amor, coração. Ao escrever, me incluo no amor, mas me excluíram de mim. Até a poesia não é a mesma, é morrer. Tudo me evita, até eu. Meu consolo é ser só como a poesia. Esquecidas pela vida, ainda temos uma a outra, eu e a poesia. Nada posso contar, contando apenas com meu chorar.
