Blog da Liz de Sá Cavalcante

Privilégio de amar

Silêncio não se divide. Deixa a alma intacta como o sol no dia. Com a lua, torno-me sol. Celebro a vida ao morrer. Morrer desfaz o engano de viver. Somar Deus e o ser é ficar sendo o nada. Vontade é lealdade. Ir adiante é cavalgar os pensamentos, longe da vida. Desilusão é ansiedade de amar nada desilude a desilusão. O céu desilude a morte. O que vai ser da desilusão sem a morte? Flores, única realidade da poesia. O privilégio de amar destina o fim da solidão, com mãos de sonhos. A solidão é alma que nunca afunda. Superfície do ser na abalável expressão de viver. Assim, nós nos esperamos sem nunca encontrar. Eu e a morte em adeuses diferentes. Cada adeus é um pedaço da morte. Nunca mais vou rever.