Amor é um milagre. A aceitação de morrer é natural como o céu. O milagre é ter interior. O interior se divide entre ser ou não ser. A lágrima é voz rara, onde não há abandono. Meu abandono é viver sem falar na minha sinceridade. Estou aqui por um milagre. Sem existência, a morte vem e volta sem o sublime. O corpo faz viver. Sou intermitente, nova na morte. Aprimorar a morte. Ausência é se dar. Desejo não tenho. Tenho vontade de sonhar. Ter abstinência da vida. Sonhar até desmaiar de êxtase e fugir de mim.
