Blog da Liz de Sá Cavalcante

Tanto há em um adeus

Esticar-me na morte com um corpo que explica minha morte. Perder a morte é como perder uma filha. Tudo que há em mim é morte. Será isso o esquecer de Deus? Falta me sentir viva, pelo menos em sonhos vivos por mim. A ansiedade é amor. Os espelhos indestrutíveis são almas. O torpor é o respirar da alma. Respirar me esmaga. O silêncio me atordoa no meu morrer. Queria escutar, ao menos, meu adeus a mim.