A vida não tem origem, raiz ou nasceu da morte. Não necessito nascer para escrever. Sou o próprio escrever na poesia. Alguns me julgam por eu falar com amor. Sonhando, toco minha fala, escrevendo, dando-lhe vida eterna, mesmo tendo uma vida de silêncio e solidão. Minha essência, alma e poesia fazem-me dar gargalhadas de amor. É tão forte, intenso, tudo se colore, ganha vida, amor, alegria, ao ponto de o mar ser inessencial, desnecessário, fugaz. Não satisfaz minha alegria, ela vai além da vida. É mais feliz que ser eterna. Me esquecem, mas o que sinto é tão abrangente, não faz diferença. Sinto pena de não fazerem parte da minha alegria, que divido com todos. Alguns não têm a minha alegria, meu amor, talvez por não merecer, mas ainda há tempo de consertar. Depois o tempo passa e tudo é morte.
