Flagelar-me por falta de ruína. Quando tudo é ruína, é amor. Sem me flagelar, morri, como se eu revisse o meu ser no teu ser. Almas evaporam, mas o silêncio não cessa. O silêncio é não me ver. Conhecer o mar, as estrelas, o Sol, a imensidão, o céu, as poesias, pois ninguém me conhece e essa compreensão do Sol, das estrelas, da imensidão, do céu é melhor do que ser conhecida. Tudo sou para o céu. Não nasci, mas a poesia nasce de mim: somos de alguma maneira a lembrança que nos falta. Assim, vi, não preciso de lembranças e sim de poesia.
