Blog da Liz de Sá Cavalcante

Dar ao céu

Espreme-me, abre a minha alma sem céu e terei autonomia. Minha voz vai nascer como Sol, vida. E estarei viva como se estivesse viva, como se alguém, me ouvisse para nada acontecer. Vou pedir pelo meu corpo como sua morte. Meus olhos clamam pelo corpo como corpo, até se debater no corpo. O corpo do olhar é alma, amor, vida. É no corpo que a alma se dobra, se prostra em mim, em minha pele, me faz dormir.