Sossega a alma, nada pode ser da minha vida, nada é meu, nem eu. Somos um só: eu e eu. Ser já é um estrondo de silêncio na voz de estrelas. Estrelas que duram o durar. Massageio a alma no fundo de um cristal que transborda de pétalas, caindo submersa , falando de tudo. Esta sou eu, faço de tudo. Fala. Sempre há o que falar, o que amar. Não viver todo dia é vida, é vida de verdade. O autismo no amor é se dar. Não se dar é estar morta. Morrer no querer, se dar é não me abandonar na poesia, mas não é ser da poesia. Queria olhar a poesia no sempre, jamais ou ficar apenas sonhando com sua aparência.
