Blog da Liz de Sá Cavalcante

O pouco ser

Levanto o céu nas estrelas, pois assim devia estar. Sou caderno, caneta e alma, sem descer do céu da tua dor da minha dor, vida. Fico despida, vulnerável para ti. A realidade são memórias. Existo apenas na escuridão. Nem na escuridão encontro Deus, senão não seria só. O que é morrer, ser só, senão ser eu? Falar é morrer sem ser ouvida. Vou para onde for minha fala. Morrer para lembrar. Flores culminam a alma para levar as minhas mãos como sonhos. O pouco é muito. Ver é formal. Ver minha falta de identidade. O que me inspiro não é inspiração, é o ar secando. A lógica não tem cura. Cura sem corpo, alma, é o vazio. Submundos é o fim do vazio. Morte mostra o que tu és e a vida voltará, nem que seja para te abraçar.