Insistir na alma é como ver pela primeira vez que a alma tem uma realidade. Uma realidade que não é a minha. Sinto a ausência como permanência. A permanência é o voar de um pássaro, luz da vida mais que qualquer sol. Olhar para apenas ver, distorce o nada, revira o nada e sente o nada absorvendo a existência da inexistência no existir. Não existir é possível. A crueldade perde em ausências, sente e vê a fala do bem, como alma e renuncia-se para sentir ausências. Nada sente o mundo. Eu o sinto em cada alma, cada ser, até a vida desaguar nos meus olhos. Eu sinto pelas entranhas, no teu olhar que desdiz o amor comum e alimenta-se do vento. Alma é solidão. Nem tudo sofre, eu não consigo mais costurar a alma. A alma conserta o mundo. Eu conserto as palavras em meu amor. Isso é viver por mim também.
