Blog da Liz de Sá Cavalcante

Sublime

A distância do ser é ele mesmo. Nada supõe a suposição. O ser é ele mesmo, quando é suposição, tudo importa sem mim. A vida, o céu, as estrelas fazem parte de mim, não sou eu. Isso é morrer. Nada atrapalha o ser, seja no fim ou no começo. Tudo é uma separação da realidade e do sonho, resta apenas essa paz solitária, onde eu e eu é a mesma coisa. Nada posso tirar do céu, tenho apenas a minha esperança. E, se o céu cair, eu o amparo, caindo de mim. Sinto por nós (eu e o céu) o que o céu não pode sentir. Sinto em nós o que ninguém pode sentir. Céu é a vida de todas as vidas e a vida é a honra do céu. Lubrifico estrelas com meu amor, reinvento o tempo no interior de mim. Chamo-me de céu para conseguir sonhar. Eu me divido em luas, crescem, rompendo as estrelas nos meus sonhos. Nenhum sofrer é eterno nas mãos de Deus. Sofrer é falta de Deus, de morrer para poder viver.