Blog da Liz de Sá Cavalcante

Sou seu Sol

A morte não é permanente na morte e entra dentro de mim. Sou seu Sol. O que faz ver é eternidade inacabada de tanto acabar. Não se pode conciliar o ser com o nascer. Renascer sem ter nascido faz do embrião a descontinuidade, a falta na força de um abismo. Desenvolver o nada o evolui, rompe a morte, me faz ser na descarga mental da consciência de vida. O que vejo é inútil ao amor. Sombras dentro do céu são gratidão de Deus. É um ver a mais dentro de mim. O que me falta no céu sou eu. Ser para o céu é nunca ser. Terminar o céu sem prever o amor do céu. Comunicar o céu em poesias é reaver o céu pelo meu amor. Na minha visão do céu, o olhar translúcido entrego ao céu. O meu ver no ver do pensamento. O pensar, real ou não, é pensar. Espontaneidade é uma sensação de vazio, de estar dividida entre morte e vida. Absorver a concretude da morte é amar a realidade como se fosse um ser, como se fosse eu. Dar um fim à morte no nunca existir no abalo da alma.