Blog da Liz de Sá Cavalcante

Dentro de si

Meu ser respira como um buraco dentro de si. Dentro de si, o exterior é o nada. O nada é, em si, o que o ser não é em si mesmo, mas queria ser. A alma vive de eternidade clandestina, onde o espírito traduz a falta como eternidade. Tudo falta na eternidade. O que é em si é a falta da poesia. Numa poesia, tudo se parte ao meio. Em nascer, o amor falta do real. O amor é apenas brisa no amor da vida. Ouvir o meu nascer no que sou hoje. Não posso sentir o meu nascer, por isso eu escrevo, por tentar nascer.