O que há por detrás dos meus olhos? Alma é o mar voltando no amor. Soube o que havia detrás dos olhos, na imagem de Deus. Como ver com a alma detrás do meu olhar? O Sol é o som da vida, ecoa a morte. Sinto que há uma sombra. Essa sombra é o amanhecer no coração. Prender meu corpo é me soltar na distância da alma, em flores. A paciência com a alma é o que me faz respirar com um olhar. Fogo de solidão numa alma queimada, inerte, como a sombra a se movimentar. A sombra faz do seu movimento o meu ser, ou o que um dia eu fui, sem saber que o que fui um dia ainda sou, por minha sombra. A noite do meu olhar desfaz o amanhecer em dormir. Me mexendo em pedras e afundando na morte, na superfície do ser. A dor da alma não sente que o corpo necessita de dor. A alma é absoluta na dor, em flores de algodão. Flores na alma me fazem enfrentar a realidade na dor. Dor é o vazio que é preenchido pelo impenetrável respirar no que eu vejo. Respirar é a liberdade da alma nas algemas do sonho. Sonho mais do que sou livre. Drenar a inexistência na floresta do pensamento, onde galhos de sensações apodrecem a alma. Ser feliz como um corpo feito de alma é resistir a mim. O amor arrependido de me ter tão só fez da minha solidão apenas uma lágrima. A solidão é salva por ela para se esquecer. Respirar tora a solidão na inspiração de viver, mesmo que meu eu não queira viver, estou vivendo.
