Blog da Liz de Sá Cavalcante

Violar a morte

Sentir o não é exaltação num amor sublime, morrer sublime. A morte dançar com os olhos, o não sentir. Deixar o corpo fluir, imóvel. A morte traz de volta os movimentos do meu corpo. É como me recuperar de mim, de ser só. O corpo é alheamento da vida, morte em Deus. É como se o infinito fosse conquistar Deus e eu sem o infinito, sem Deus. Sem nada. Não sou só: esta é a existência de Deus em mim, sem mim. Siga em paz.