Blog da Liz de Sá Cavalcante

Podia ser alma

É minha voz na minha voz. É o juramento de escrever. Podia ser alma no falar, no escrever. É apenas eu que pego na caneta, esquecendo minhas mãos onde escrevi. Precisa de quantas canetas para falar de amor? Mesmo sem usar a caneta, ela é minha, pois a perdi como alma. Me conformei em ser feliz nas frágeis asas de uma borboleta de sonho e mágoa. Ser é dúvida ao que sonho. Reinvento-me sem mim. Ajudo a poesia mesmo sem escrever. Descrever o escrever é mais difícil que descrever o meu amor.