O espírito é o exterior do ser, a exaustão do amor. Ser só é morrer. O mundo é exterior a si mesmo, como se o interior impedisse o impedisse do mundo. O mundo não é o mundo, é a falta de Deus nas pessoas. O que nunca foi só nunca vive, e ainda morre sem a solidão que vivencia o meu espírito como se fosse seu. O ar sobe no espírito e evapora o espírito como se fosse meu fim. Não existe vida no fim, mas existe o recomeço. Recomeço sem vida, infinito do fim. A morte é o particular de cada um, é me expandir na morte, na profundidade de um abismo. Sofrer hoje para ser feliz. Mãos chegam perto do céu sem o corpo. O corpo impede o céu de viver as sobras do corpo. É a memória a vida do céu, onde cada ausência é o luto de viver. O corpo absorve o ser sem mãos. E as mãos inexistentes de Deus constroem o ser na alma. As mãos inexistentes de Deus são Deus. Amparo Deus no céu. Borrar o céu numa aquarela de cores e sorrir para o meu chorar na luz do amanhã.
