Blog da Liz de Sá Cavalcante

Sofreguidão é a poesia dentro de mim

Sentir é a sofreguidão, é o mar aberto para eu morrer. Não desisto da solidão, nem desisto de não ser só. O que sou é uma que não é minha vida. Meu corpo é alheio a mim. Posso apenas suar poesia, sem corpo. Sei que meu olhar é precioso. Se ver em poesias… Falta tanto a escrever, mas dará tempo. Pelo meu coração de amor, enorme, terei a eternidade para escrever, até não precisar de mim, apenas da poesia. A poesia me dá a vida na forma de um encantamento, e nada pode desencantar a poesia, a vida, o meu amor. Nada se vive sem poesia. Quero morrer de poesia, quero transformar o mundo num mundo melhor. Até esquecer de amar é poesia. O que fica de mim, o que sou é poesia. Nunca vou despertar desse sonho, dessa falta de corpo de me incorporar sem perder a poesia. São restos de palavras em gestos de poesia. Mesmo o que está morto ressuscita em poesias. Não precisa ter olhos para a poesia, precisa ter amor.