O sonho é a soma do vivido. O Sol diminui o sonho. Como vai haver uma brecha na solidão de não ser só? Não se preocupar com nada é essência da solidão no depois de ser. Depois de ser, sou uma pessoa. Nada nesta vida sabe como será o amanhã. Não suporto o nada do amanhecer. A perda é onde nascem as sensações que não foram descobertas em viver. Elas são a falta de ser a eternidade, moldura da vida. Nem o silêncio cala o nada. O que supus ser pela vida é apenas uma realidade morta por mim, pois não estou na vida para sofrer. O real de mim foge de mim, é o meu silêncio interior. Meu interior é o vazio de mim no mar da inconsciência que nunca ficou em mim, nem saiu de mim. A inconsciência se basta como o amanhecer a chorar. O impacto de morrer é não ter mais lágrimas. Mesmo assim sente a dor agonizante de viver. É como pousar em mim. A dor se sacrifica pelo nada como uma saudade não resolvida. A dor e o nada se amam em chamas. O desalento é a alma sacrificar não o ser, mas o entendimento de ser a história da vida é a decomposição muda da alma, que não termina na estranheza de ouvir. Ouvi minha imaginação no real de mim. A solidão de não ser só é a alma se debatendo. Não posso modificar o que imagino ser. Não sei onde sou eu. O raso em mim é poesia. Poeiras de poesias salvam minha pele do meu ser. Machuco a pele para me sentir. Ainda estou aprendendo a ser eu para as minhas poesias, O nada acolhe a eternidade que está ferida de alma por causa de um sorriso de amor. A solidão é a pele grudada no coração, nas minhas entranhas sem esperar pela vida.
