A sutileza me derrama de Sol num derrame mental. Como pode restar pele no meu modo de ser? Me instauro como pele, porque não posso ser ela, não posso tê-la. Apenas ter pele é melhor que viver. Se não posso ter pele, morri, mas meus sonhos são a pele de alguém que talvez precisa mais dela do que eu. Não tenho pele, tenho algo que a substitui, ao menos um pouquinho, a poesia, que não tem pele, mas me faz esquecer que não tenho pele. Me faz viver, dar vida a mim.
