O impulso é fazer da alma apenas um impulso. O adeus é consciência, é sobreviver, é viver. Eu não sou impulso, sou realidade. Nunca vivi para ti. A voz sua desaparece na minha consciência, onde surge eu, uma imagem de amor. A diferença é que sei amar mais do que viver. Amo tudo que sou. Você é uma falta. Nunca a tive. Saudade existe apenas no amor. Não consigo imaginar seu silêncio, sua ausência, sua presença: você. deus me fez sem ti. Sofri, superei, quase morri, mas a vida me ama. A vida é o que existe em mim de todas as maneiras que há para ser. Escolhi chorar de alegrias, de amor à vida. Ver a vida em mim é mais que poesia. Minha alma desperta a vida mais do que o amanhecer. Sou a mesma até em te perder. O Sol sofre no amanhecer, como um mundo a mais, e assim amo tanto mar, Sol, que amanheci como Sol, dormi como lua. Fico perdida no céu, que não sabe se é Sol ou lua. Nada mais eficaz que deixar a resposta entre estrelas. O sonho de uma estrela vem de outra estrela. Estrelas cedem ao mar dentro de si. O mar seca em estrelas infindáveis e existem na subjetividade dos meus olhos, no olhar do amanhecer. Ninguém sabe do que o amor necessita. Necessidade é vida. O que tudo sei pertence ao Sol de cada dia. A presença é amor, sentido da vida não cabe no meu olhar, no horizonte sem fim. Tenho tanto que ver que desapareço no meu olhar para uma realidade maior. A inexistência nos meus sonhos, a evidência que sonho. Não tenho realidade, como se a realidade pudesse ser minha. A realidade não é ninguém, tem aberturas invisíveis: morrer de realidade, possuindo o nada, pensando ser realidade. O nada é uma ostentação, um rio sem mar. Morrer é presença de ar de lembrança com entendimento de mar. Não é um mar qualquer, é um mar sem mim, como colocar uma pedra em vez de mar. Pedras diminuídas como destino. Cresce o amor.
