A pele desnuda o ser, o faz ter frio de ser. Ser é vício do nada, a lembrança não tem vida, tem pele. Pele e lembrança se misturam, deixam de se identificar. A pele arrasta as lembranças até o fim de suas forças. Desmorona até conseguir cantar e amar seu fim. Sem as lembranças, o saber é infinito, torre abandonada, erguida pelo vento. O céu é lembrança, como o ar. Beijo o ar com a esperança de céu. O céu purifica sem o ar revolto das memórias. O passado de nada se lembra, eu lembro pelo desespero do despertar.
