O berço da alma balança só olhando o amor das mãos, que a separa do ser. Continua a dormir como se algo a balançasse além da vida. O berço da alma faz da alma o limite de ser, alcançar montanhas sem exaustão, é o nascer da alma. A vergonha de ser na alma é o nada. A verdade é o absoluto de mim, espírito das mãos que não balançaram a alma no berço. Olhando o nascer da alma, esqueci as mãos no que já perdi. Mas o que escrevo é o bastante para agradecer ter visto o nascer da alma. Foi mais intenso que minhas poesias, é eternidade pura, como um raio de Sol. O nascer da alma fez Deus se curvar para a eternidade e, assim, a alegria que, antes, não existia, existe agora em abundância. E assim nasce o amor divino de Deus.
