Não sabia que a vida era esse instante, que fui luz. Não precisava ser luz, nem na minha morte, e não sabia. Ressurgindo algo melhor do que a vida. A escuridão que é mais preciosa que o amor que sinto. Mas o ranger da alma nunca escuta a solidão do amor, que é abandonada pela escuridão, que nem tem esse vazio no olhar. Se ao menos ela tivesse esse olhar, minha vida seria salva. Minha vida é uma cruz. Penso ser essa cruz. Meu corpo, minha alma, fico leve, mole. Percebo que carrego a minha morte com alegria enorme. Nada me faltou, nem minha morte, nem amor, nem minha cruz.
