Blog da Liz de Sá Cavalcante

O não existir é sair do abismo da saída

O que faço com minhas mãos na alma? Ser ausente? O que resta da vida sem minhas mãos na fragilidade de Deus? Como amar a vida se tenho mãos para criar, para ser mais que a vida? O que é o meu olhar nas minhas mãos? Mãos do olhar é multiplicar a alma. Mas nenhuma alma, nem a minha pode retribuir meu olhar. Ninguém sabe onde anda meu olhar, mas sei que não está perdido.