Quero ser eu apenas no útero da vida. Ficar lá, sem sair de lá. O útero é o desejo da saudade que devia ter da vida. O céu é o de repente encarnar em mim, mas há anjos na vida, que não se importam com a maldade das pessoas. Eu sou um útero, seco de poesias. Poesia não é maldade, é apenas esquecimento. Às vezes, esquecer é salvação. Falsidade é um abismo no desespero da vida. Ao conter a alma, sentir o melhor, o bem. O bem é a eternidade humana. O sorrir é alma. Destruir a alma me faz ser dona da minha morte? Morrer é o desespero no desespero. O sofrimento une a ingratidão da vida com o seu amor. Agradeço. Sempre venço a vida. E eu, sendo um útero seco, solitário, vai me ajudar.
