Em cada sonho fica um pouco do ser agora destroçado, mesmo que Deus não conheça meus sonhos de morrer. Estou viva, presa no anzol da dor, vivendo de dor. Meus sonhos continuam sem mim; não me conformo em lutar. Dentro de mim, a alma nasce só, vive só, morre só. E o sol nasce como lua, como semente que não germinou. Minha alma se separa do sol. Eu não consigo. O descontrole do amanhã se pune pelo amor do anoitecer, que dura mais do que a eternidade, com que todos veem e convivem.
